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À Margem do Concreto (Co-Produtora) Doc . 35mm . cor . 84' . 2006
Sobre o filme

À Margem do Concreto é um documentário com 84 minutos de duração sobre os sem-teto e os movimentos de moradia em São Paulo. Captado em vídeo digital e com cópia final em 35mm, o filme recebeu verba de pesquisa do Fundo de Documentários do Sundance Festival, em 2002.

Trata-se da segunda parte de uma tetralogia iniciada com À Margem da Imagem, documentário sobre os moradores de rua da cidade de São Paulo, que ganhou vinte prêmios no Brasil e no exterior, entre eles, Melhor Documentário no Festival de Gramado e Melhor Documentário no Festival Internacional do Rio. A terceira parte desta trilogia terá como título À Margem do Lixo e vai mostrar a vida dos catadores de papel e outros materiais recicláveis na capital paulista. A última parte da tetralogia se chama À Margem do Consumo e vai focalizar o consumismo do capitalismo selvagem brasileiro sob a ótica dos moradores de uma favela paulistana. Os quatro fi lmes têm como objetivo traçar um panorama das estratégias de sobrevivência de uma outra cidade à margem da cidade de São Paulo.

Há atualmente vários edifícios ocupados na região central da cidade. À Margem do Concreto mostra a atuação da União dos Movimentos de Moradia (UMM) em São Paulo, que reúne vários grupos envolvidos na luta por habitação, reurbanização de favelas, reforma de cortiços e prédios vazios. São eles: Fórum dos Cortiços, Unifi cação das Lutas de Cortiços (ULC), Movimento de Moradia do Centro (MMC) e Movimento dos Semteto no Centro (MSTC). Entrevistamos as principais lideranças desses movimentos.

À Margem do Concreto acompanha a rotina de vida nessas ocupações, o revezamento na limpeza dos prédios, as difi culdades de administração, o pagamento coletivo das contas de água e luz no fim do mês, a relação de vizinhança onde se tem muito pouca privacidade. Também a insegurança e a angústia de quem tem a consciência de estar na ilegalidade e sem moradia.

O documentário contou com consultoria acadêmica da arquiteta Valéria Cusinato, autora da dissertação de Mestrado “Os Espaços Edificados Vazios na Área Central da Cidade de São Paulo e a Dinâmica Urbana” desenvolvido junto ao Departamento de Engenharia da Construção Civil e Urbana da Escola Politécnica da USP e financiada pelo CNPQ.

À Margem do Concreto mostra a relação entre os movimentos, seus líderes e a população. Também as regras para que as pessoas sejam aceitas nas ocupações, como o abandono do alcool e das drogas, a freqüência e a participação em assembléias e atividades coletivas. Como é a orientação e o direcionamento político nas ocupações organizadas?

Procuramos focalizar o embate entre o valor social da habitação e o valor comercial para a especulação imobiliária, principalmente no centro de São Paulo, que, segundo o geógrafo Milton Santos, é uma região que vive uma espécie de esquizofrenia do espaço urbano. Camelôs se digladiando com comerciantes, moradores de rua, bancos, escritórios, catadores de papel, poder público e patrimônio histórico e cultural. Todos os agentes do espaço urbano estão atuando ao mesmo tempo e todo programa de habitação de interesse social acaba se defrontando com todos esses conflitos.

 

Sinopse

Documentário sobre os Sem-Tetos e os movimentos de moradia na cidade de São Paulo. O filme acompanha a atuação de várias lideranças que promovem atos de ocupação na região central de São Paulo e que estão fazendo justiça social com as próprias mãos, conquistando a tão sonhada moradia para uma população miserável que não suporta mais viver em albergues e cortiços. À Margem do Concreto é o segundo documentário de uma tretalogia sobre São Paulo iniciada com À Margem da Imagem, sobre moradores de rua.

Diretor Evaldo Mocarzel

Evaldo Mocarzel nasceu em 1960 em Niterói, Rio de Janeiro. Formou-se em Cinema na Universidade Federal Fluminense. Trabalhou como jornalista e foi editor do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo durante oito anos. Cursou Cinema na New York Film Academy e fez parte, durante quatro anos, do Círculo de Dramaturgia do diretor Antunes Filho, no CPT, em São Paulo. Realizou os curtas Retratos no Parque (1999) e À Margem da Imagem (2001). Retomou o tema deste último, a vida de moradores de rua em São Paulo, transformando-o num longa, também chamado À Margem da Imagem (2003). A partir daí realizou diversos filmes: Mensageiras da Luz - Parteiras da Amazônia (curta e longa, 2004), Primeiros Passos (2005), Do Luto à Luta (2005), À Margem do Concreto (2006), Jardim Ângela (2007), O Cinema dos Meus Olhos (2007), Brigada Pára-quedista (2007), Sentidos à Flor da Pele (2008), À Margem do Lixo (2008), BR-3 (2009), Quebradeiras (2009), Cinema de Guerrilha (2010), São Paulo Companhia de Dança (2010), Cuba Libre (2011), Hysteria (2012), A Última Palavra é a Penúltima (2012), Antártica (2013) e Dizer e Não Pedir Segredo (2013). 




Equipe

Direção
Evaldo Mocarzel

 

Produção Executiva
Zita Carvalhosa


Direção de Fotografia
Jorge Bodanzky


Roteiro
Evaldo Mocarzel e Marcelo Moraes


Montagem
Marcelo Moraes


Coordenação da Pesquisa e Consultoria
Cristiane Benedetto


Edição de Som
Miriam Biderman, Ricardo Reis, Ana Charini e Fernando Henna


Som Direto 
Miquéias e Megaron da Motta


Assistência de Direção 
Pablo Torrecillas


2ª Assistência de Direção
Luiz Valcazaras


Direção de Produção
Afonso Coaracy


Assistência de Produção
Nádia Mangolini


Segunda Câmera
Pablo Torrecillas


Câmera Adicional
Fabiano Pierri, Henrique Rodriguez, João Pedro Hirszman e Denis Pilão


Elétrica e Maquinaria
Alexandre Henrique Silva


Fotografia de Still
Vidal Cavalcante


Produção da Finalização
Letícia Santos


Design de Folder e Cartaz
BVDA / Brasil Verde

Festivais

  • Festival Internacional de Cine Documental, Equador 2007 
  • Mostra “Brésil em mouvements”, França 2007 
  • Latin American Film Festival 2007 
  • Muestra de cine Latino americano en Barcelona 2007 
  • Bologna Human Rights Nights 2007 
  • 10º Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2006. 
  • 30º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2006 
  • 13º Vitória Cine Vídeo 2006 
  • 16º Cine Ceará – Festival Ibero americano de Cinema 2006 
  • 11º Festival Internacional de Documentários 2006
  • 38° Festival de Brasília de Cinema Brasileiro 2005 - Melhor Filme Júri Popular e Melhor Edição de Som 
  • Jornada Internacional da Bahia 2006 - Prêmio OCIC/SIGNIS de Melhor Documentário
  • Festival do Rio BR 2006 - Melhor Documentário
  • Festival de Direito Humanos DerHumALC 2006 - Prêmio de Melhor Documentário 
  • Festival de Belém do Cinema Brasileiro 2006 - Melhor Documentário
  • Festival de Miami 2007 - Melhor Som 



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